Trilho dos Castros

Afife
Viana do Castelo

Trilho dos Castros

FICHA TÉCNICA TRILHO DOS CASTROS – AFIFE

Nome do Percurso: Trilho dos Castros
Entidade Promotora: Junta de Freguesia de Afife/ CMVC
Tipo de Percurso: Pequena Rota
Localização: Afife
Distância: 7.84 Km
Cota Inicial: 56 m
Cota Máxima Atingida: 160 m
Cota Mínima Atingida: 25 m
Duração: 3h30m
Grau de Dificuldade: fácil
Âmbito do Percurso: Paisagístico/ Ecológico/ Cultural
Ponto de Partida/ Chegada: Monte de Santo António, Afife

41°46’39;52.67″N
8°51&’39;41.94″W

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LEGENDA TRILHO DOS CASTROS – AFIFE

1 – Capela e Castro de Santo António:
2 – Igreja Paroquial
3 – Edifício da Antiga Junta de Freguesia
4 – Cruzeiro
5 – Capela da Senhora da Rocha
6 – Casino Afifense, Núcleo Museológico de Afife e Estuque Artístico
7 – Capela de Nossa Senhora da Nazaré
8 – Ponte e Moinhos do Loureiro
9 – Convento de São João de Cabanas
10 – Moinhos de Rodízio
11 – Azenha da Formiga
12 – Castro de Agrichouse
13 – Estuque Artístico
14 – Capela da Senhora das Dores
15 – Poço Azul
16 – Capela da Senhora do Amparo
17 – Estuque Artístico
18 – Cruzeiro do Vale
19 – Gravuras Rupestres
20 – Cividade de Afife
21 – Calvário

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PONTOS DE INTERESSE TRILHO DOS CASTROS – AFIFE

1 – Capela e Castro de Santo António: a capela de Santo António data do século XVII (1685). Possui teto em abobada, onde se formam caixonetes moldurados em granito, estilo renascença. Reconstruído em 1942. A tribuna de talha pertencia à Igreja Paroquial. O castro de Santo António era um povoado da idade do ferro que era guarnecido por dois ou três panos de muralha e com fosso exterior, localizado num pequeno cabeço que domina toda a orla marítima. O povoado, que se desenvolvia no interior do recinto amuralhado, hoje muito destruído pelas obras do arranjo do espaço envolvente da Capela de Santo António, era composto, sobretudo, por casas de planta circular. No local são visíveis vestígios de casas circulares e de parte da muralha. A cerâmica encontrada consiste em pequenos fragmentos de cerâmica indígena e de cerâmica romana.

2 – Igreja Paroquial: também denominada de Igreja de Santa Cristina. Sofreu várias alterações ao longo dos séculos. A primitiva poderá remontar ao séc. IX. Possui três naves e torre sineira (a anterior era de estilo românico). Tem a data de 1687 gravada no púlpito (provavelmente de alguma reconstrução). A igreja fazia parte de uma antiga abadia.

3 – Edifício da Antiga Junta de Freguesia: casa típica alto minhota. Foi antiga residência paroquial e Museu Etnográfico, passando depois a ser sede da Junta de Freguesia. Aqui funcionava também o NAIAA – Núcleo Amador de Investigação Arqueológica de Afife e a Rádio Afifense.

4 – Cruzeiro: data de 1747, onde costumam dar volta as procissões das festividades, que por aqui se realizam. Próxima ao cruzeiro, está uma mesa de pedra, onde antigamente se faziam as arrematações públicas e os acórdãos.

5 – Capela da Senhora da Rocha: situa-se na berma da antiga estrada romana. Denominava-se de capela de S. Sebastião noutros tempos. Recebeu a imagem de Nª Srª da Rocha em 1828.

6 – Casino Afifense, Núcleo Museológico de Afife e Estuque Artístico:

Associação Casino Afifense: nasceu da fusão da “Sociedade Recreativa Afifense” com o “Clube Afifense”, sendo que a primeira havia sido constituída no ano de 1885 por Jerónimo Enes Meira, António de Azevedo Ramos Paz e Domingos Afonso da Silva, e o segundo nasceu no ano de 1899 pelas mãos do Doutor Luís Inocêncio Ramos Pereira, Egas da Silva Moreira e Jaime Ramos Moreira. No entanto, e para todos os efeitos, a data oficial da fundação é a mais antiga, seja 15 de fevereiro de 1885. A constituição da “Associação Casino Afifense” foi realizada a 13 de julho de 1930 por Simão Pinto Moreira, Bonifácio Gonçalves Meira, Roberto Lucas de Freitas, Augusto Alves Nogueira e Graciliano Azevedo Bandeira. Atualmente é considerada Instituição de Utilidade Pública, tendo sido condecorada com o grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência.

Núcleo Museológico de Afife: situado no Casino Afifense e da responsabilidade do Núcleo Amador de Investigação Arqueológica de Afife (NAIAA) com o apoio do Casino e da junta de freguesia de Afife. Foi criado como forma de qualificar e divulgar o património da freguesia, nomeadamente o arqueológico, tendo por objetivo estudar e divulgar o património arqueológico da freguesia, para além de se dedicar a outras atividades sócio culturais ou de formação que contribuam para divulgar e preservar o património e o acesso à cultura e qualificação da comunidade.

Estuque artístico: Afife sempre foi conhecida como sendo terra de estucadores. Ao longo dos tempos muitos artistas afifenses destacaram-se nesta arte, tanto em Portugal como no estrangeiro. O mestre Domingos Fontainhas tem espalhado o seu saber por vários pontos do país com obras maravilhosas. Um dos seus trabalhos mais recentes foi a recuperação dos tetos em estuque artístico do salão nobre e salão de festas do Casino Afifense.

7 – Capela de Nossa Senhora da Nazaré: Segundo a tradição, foi fundada por dois missionários que, num ano de fome, andaram em procura de milho pelo concelho de Caminha, e como deparassem com uma capela da mesma invocação, fizeram a promessa de fundar uma idêntica, em Afife, se não fosse preciso andar novamente em busca de milho. Tem a poente um cruzeiro.

8 – Ponte: ponte sobre o Ribeiro de Cabanas. Local muito aprazível.

9 – Mosteiro de São João de Cabanas: fundado em 564. Foi padroado real segundo as inquirições de 1258. D. Sancho definiu os seus limites em 1187. Sucederam-se os comendatários, e em 1382 passou para a Ordem de S. Bento, foi reformulado no século XVII que lhe conferiu o aspeto atual. O poeta Pedro Homem de Melo viveu aqui e a sua poesia perdura em alguns mosaicos incrustados nas paredes.

10 – Moinhos de Rodízio: conjunto de vários moinhos, alguns já muito adulterados. Durante séculos estimularam a economia local e regional associada a uma verdadeira agricultura biológica e aos ciclos do pão e do linho. Associada a uma prática agrícola biológica, secular, transmitida de geração em geração e base de um real desenvolvimento sustentável. Salienta-se que alguns destes moinhos, serão porventura dos mais antigos do país, dado encontrarem-se descritos numa relação de bens do Mosteiro de S. João de Cabanas, de meados do século XVI.

11 – Azenha da Formiga: Azenha de propulsão superior em alvenaria. Apresenta planta retangular com fosso destinado ao aparelho motor interno e piso superior à moenda. O telhado, de duas águas, está coberto com telha de meia cana. Era alimentada pelas águas do ribeiro de Cabanas, que desviadas do seu curso normal para um caleiro, iam ter a uma roda vertical de madeira com propulsão superior. Nas ombreiras encontram-se símbolos apotropaicos e na padieira a seguinte inscrição: S.GR. A.1901. Foi restaurada.

12 – Castro de Agrichouse: povoado da idade do ferro ou castelo medieval, localizado entre o rio de Cabanas e o rio de Oliveiras que o cerca pela parte sul. No local, a pedra derruída, mais ou menos cortada em pequenos blocos, aponta para a existência de estruturas, apesar da inexistência de fragmentos de cerâmica à superfície. Os cortes nos penedos parecem estar relacionados com um possível sistema defensivo que era reforçado com um torreão.

13 – Estuque Artístico: Afife sempre foi conhecida como sendo terra de estucadores. Ao longo dos tempos muitos artistas afifenses destacaram-se nesta arte, tanto em Portugal como no estrangeiro. Nos tetos desta casa podemos observar alguns desses trabalhos.

14 – Capela da Senhora das Dores: possui um magnífico adro em cantaria de granito, tendo do lado sul, sobre o adro, um campanário com dois sinos. A nascente, existe um cruzeiro. Do adro desfruta-se de uma magnifica paisagem sobre a freguesia e o mar. A sua construção data do século XVIII. Na padieira tem a data de “abril de 1768”. A tribuna da capela provém da Igreja do Convento de Cabanas, tendo sido oferecida pelos frades, quando mandaram fazer a que hoje existe. A Irmandade da Senhora das Dores foi instituída em 1776.

15 – Poço Azul: nome dado a várias lagoas e cascatas do rio de Cabanas. Local paradisíaco que a natureza moldou, de água pura e cristalina. O seu tom entre o azul e o esverdeado foi o que provavelmente deu origem ao nome.

16 – Capela da Senhora do Amparo: construída no lugar da Pedreira, em 1754. A festa celebra-se no dia 6 de janeiro de cada ano (dia de Reis) e dava motivo a jantares de família, entre os habitantes do lugar da Pedreira, onde não faltava arroz doce bem preparado.

17 – Estuque Artístico: Afife sempre foi conhecida como sendo terra de estucadores. Ao longo dos tempos muitos artistas afifenses destacaram-se nesta arte, tanto em Portugal como no estrangeiro. Nos tetos desta casa podemos observar alguns desses trabalhos.

18 – Cruzeiro do Vale: antigo cruzeiro situado no marco de divisão de freguesias e de concelhos, já que divide os limites territoriais das freguesias de Afife com Ancora e dos concelhos de Viana com Caminha. Também é um dos locais preferidos dos peregrinos para Santiago de Compostela, que aqui depositam as suas “pedrinhas”.

19 – Gravuras Rupestres: gravuras rupestres que poderão datar da Idade do Ferro. O núcleo apresenta, além de espirais e pequenas covinhas, uma gravura central, de difícil leitura, composta por dois possíveis enrolamentos de espirais ou algo parecido. Ficam situadas num penedo junto ao caminho florestal, muito perto do trilho de acesso à cividade. Consistem em espirais e alguns motivos que sugerem ser figuras zoomórficas.

20 – Cividade de Afife: Povoado da idade do ferro com indícios de romanização, localizado na vertente setentrional da Serra de Santa Luzia e sobranceira ao Rio Âncora. O povoado, defendido por uma muralha em pedra, apresenta no interior do recinto fortificado arranjo urbanístico composto por várias canalizações, recolectores de águas, fonte de mergulho, pias em pedra, pátios lajeados e vários conjuntos de habitações circulares e retangulares. Do espólio, além dos inúmeros fragmentos de cerâmica castreja e cerâmica comum da época romana, conhecem-se algumas moedas romanas, mós manuais, cossoiros, pesos de tear, fíbulas, prisões de gado, objetos metálicos, etc.

21 – Calvário: fica situado no monte do lado norte da freguesia. Antigamente, no dia 3 de maio de cada ano, havia uma festa e o povo ia da Igreja até este Calvário, em oração de Via-Sacra, fazendo paragens em frente a outras cruzes que existiam no trajeto, tendo algumas delas, já desaparecido. Decoravam com flores todas as cruzes de pedra, tendo este costume caído em desuso.

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DESCRIÇÃO TRILHO DOS CASTROS

Este trilho pedestre tem inicio e fim no Monte de Santo António, na freguesia de Afife. Partindo do parque junto à escadaria de acesso à Capela de Santo António, descemos depois pelo Caminho do Castro, e entre vielas e muros de quintas, chegamos à Estrada Pedro Homem de Melo, que cruzamos em direção à Igreja Paroquial. Seguimos para o Largo do Cruzeiro, não sem antes passar pelo antigo edifício da Junta de Freguesia, que foi Museu Etnográfico e Residência Paroquial. Ainda hoje aqui se encontram o NAIAA e a Rádio Popular Afifense. Depois de passar o cruzeiro viramos à direita para o Caminho de Paranhos e seguimos até alcançar o Casino Afifense, passando pela Capela da Senhora da Rocha. Viramos depois à esquerda e seguimos sempre pela Estrada de Cabanas, virando depois à direita no Caminho do Loureiro até à ponte sobre o Ribeiro de Cabanas, local bastante aprazível. Depois de passar a ponte viramos à esquerda no Caminho do Cabecinho e novamente à esquerda no Caminho do Barroso, que faz parte do Caminho Português da Costa, continuando até ao Mosteiro de Cabanas, fundado em 564. Sitio muito bucólico, que inspirou sem duvida o poeta Pedro Homem de Melo, que aqui viveu e nos deixou resquícios da sua poesia em alguns mosaicos incrustados na parede. Subimos depois até ao Caminho da Gateira por um caminho florestal, passando por um antigo núcleo de moinhos de rodizio, em que o que vemos junto ao caminho está completamente recuperado e operacional. Chegados ao Caminho da Gateira, viramos à esquerda, seguimos o caminho alguns metros e viramos novamente à esquerda, descendo por umas escadas que nos levam até ao rio. Depois de passar o rio, podemos ver, pouco mais à frente e do lado direito, a Azenha da Formiga, completamente recuperada. Continuamos em frente pelo bosque até chegar ao casario, acompanhado o Castro de Agrichouse, que se encontra do lado direito, mas cujas estruturas não são visíveis. Chegados à Capela da Senhora das Dores, podemos desfrutar de uma magnifica vista sobre a freguesia e o mar. Descemos depois pelo Caminho de Agrichouse, virando depois à esquerda até chegar ao Poço Azul, local paradisíaco localizado no Ribeiro de Cabanas, formado por várias lagoas em cascata. Descemos por um carreiro até próximo do Mosteiro de cabanas e viramos à direita novamente pelo Caminho Português das Costa, continuando por este até à Capela da Senhora do Amparo. Seguimos então pelo Caminho da Pedreira, passando por uma casa com magníficos estuques artísticos, e subimos até apanhar novamente o Caminho Português da Costa, seguindo sempre por este até ao Cruzeiro de Vale. Aqui chegados, seguimos em frente até à Cividade de Afife, povoado da idade do ferro com indícios de romanização, sobranceiro ao Rio Âncora. Depois de visitar o castro, descemos pelo monte até ao Caminho da Revolta, até chegar ao Calvário. Continuamos em direção ao Caminho do Agro, virando depois à direita pelo Caminho da Agrela. Cruzamos a Estrada Pedro Homem de Melo, subindo por uma calçada até ao Monte de Santo António, termino do percurso.

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